terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Depressão: aumenta risco de incontinência urinária

As mulheres idosas que sofrem de depressão apresentam maior predisposição de desenvolver incontinência urinária, segundo um estudo da Universidade de Washington, nos EUA.
De acordo com os investigadores, estudos anteriores já demonstravam elevadas taxas de depressão entre as mulheres com incontinência, porém pouco se sabia sobre qual condição levaria à outra. Neste sentido, a nova pesquisa apresenta evidências de que a depressão conduz ao «descontrolo da bexiga», mas o contrário não ocorreria.
A equipa de cientistas acreditava que, devido ao facto do neurotransmissor serotonina cumprir um papel em ambas as condições, as mudanças fisiológicas causadas por uma delas poderiam ser o primeiro estágio para a outra. «Pensamos que, possivelmente, iríamos ver duas coisas. Em algumas pessoas, por causa das mudanças químicas no corpo, a depressão poderia levar à incontinência, mas, noutras, a causa ocorreria ao contrário, como reacção psicológica à incontinência», realçou J. Melville.
Na pesquisa, os especialistas utilizaram dados colhidos em seis anos de uma pesquisa com pessoas recentemente aposentadas em 70 mil lares, com média de idade de 59 anos. A partir daí, foram conduzidas duas análises: uma em que as mulheres que entraram no estudo com depressão foram examinadas quanto ao desenvolvimento de incontinência urinária; e a outra, que observou aquelas que já tinham o distúrbio urinário, para ver se desenvolviam o problema de saúde mental durante o acompanhamento.
A pesquisa indicou «um processo muito forte, levando da depressão à incontinência e, na verdade, a incontinência não levando à depressão».
«Os médicos podem usar as descobertas deste estudo para aconselhar mulheres com depressão sobre um aumento potencial do risco para o desenvolvimento de incontinência urinária, ou sobre o que fazer se os sintomas de incontinência começarem», explicaram os autores, destacando que, por outro lado, a perda de controlo da bexiga pode representar um grande impacto emocional e, por isso, não deve ser ignorada.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

domingo, 13 de dezembro de 2009

Jantar de Natal... um dos muitos...

Ontem, Sábado ao fim do dia, a CVP Vilela reuniu à volta da mesa, para um jantar e ceia de Natal, todos os seus membros do departamento de socorrismo. Se a memória não me falha é nesta época que se consegue juntar o maior número possível de elemento destas instituição.
Antes das batatas cozidas e vegetais cá da nossa região (caseiros) e do famoso bacalhau alguns voluntários participaram num jogo de futebol. Algumas meninas também se juntaram à festa. Umas corridas atrás da bola fugitiva ajudaram a queimar algumas calorias... posteriormente servidas à sobremesa.
O jantar está muito bom e o convívio delicioso. Aplauda-se a equipa que organizou e preparou o salão. O calor era muito... mas o calor humano era maior. Comeu-se, bebeu-se, cantou-se, dançou-se, conversou-se muito... espectáculo.
Não obstante o dia fica marcado por algumas situações menos boas. Independentemente do teor dos assuntos... é lamentável trabalhar/cooperar com gente com complexo de inferioridade e/ou superioridade.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

No café...

Por estes dias, em que o trabalho aperta mais um pouco, uma boa conversa no café com os amigos ajuda descomprimir um pouco. Como nós costumamos dizer, "dois dedos de treta não fazem mal a ninguém". Em ponto de conversa pôs-se em cima da mesa uma questão: como ajudar um amigo?!
Ouviu-se algumas opiniões divergentes.
Contudo, a certo momento alguém refere uma história similar a esta:
"... estava eu a passar junto de uma criança que estava no chão. Ela com um olhar pediu-me que a ajudasse. Então fi-lo. Baixei-me e expliquei-lhe uma forma de ela se levantar. Apenas uma estratégia. Com o seu esforço e, comigo junto a ela a orientar esse processo, a criança lá se ergueu. Agradeceu-me com um sorriso. Passadas algumas horas... ao longe mantive-a debaixo do meu olhar, pois ela estava no chão, novamente. Mas... desta vez sozinha com as técnicas instruídas anteriormente consegui levantar-se sozinha e caminhar novamente...."
No seguimento desta história verídica outro acrescenta "... noutro dia alguém precisava de dinheiro. Eu como sou amigo dessa pessoa não lhe dei o dinheiro. Ajudei-o da melhor forma que podia, dizendo-lhe algumas alternativas que ele poderia usar ou para arranjar o dinheiro ou para resolver a situação de forma legal. Caso eu lhe lhe tivesse dado o dinheiro estava a facilitar-lhe tudo. Dava-lhe uma noção errada da vida e de amizade..."
Será isto verdade?!

sábado, 5 de dezembro de 2009

Prenda de Natal...

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Talvez seja este o lema que melhor defina a minha antecipada prenda de Natal. Já lá vai o tempo em que deixava o sapatinho junto da chaminé à espera do presente do Pai Natal. Bem, com o decorrer dos anos o Pai Natal veio a tomar lugar do generoso menino Jesus. Ainda não percebi bem o porquê!
Ora muito bem, este ano ainda nem tinha pensado na prenda de Natal. Como típico lusitano deixo sempre para a última. Contudo, este ano fui surpreendido. De há algum tempo para cá refilado por um aquecedor na sala. A minha sala é um frigorífico autêntico, de Inverno! Ao mesmo tempo é o local onde gosto mais de ver TV e estudar. Combinei com os meus pais que este ano a minha prenda de Natal seria um aquecedor. Dias mais tarde, e sem esperar pelo dia 25 de Dezembro, o aquecedor aparece a casa. Verdade seja dita, agora já fico mais aconchegado aqui no meu cantinho.
E tu... que vais pedir ao Pai Natal ou menino Jesus?

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O ultimo colo...

Às 6.30 da matina toca o despertador para mais uma jornada. Pela janela do quarto, o nevoeiro juntamente com uma chuva miudinha saúdam os primeiros raios de luz. Frio de rachar!
Ainda meio ensonado, ao som da Rádio Comercial, segue-se em direcção ao local aprendizagem. O Hospital São João é uma unidade de saúde de última linha, logo prima por ter os casos mais complicados. No meio de gripes por H1N1, VSR, Influenzas... misturados com problemas cardíacos, gastrointestinais... etc, a pediatria B deste hospital mais parece um cocktail de doenças. Talvez um "shot" demasiado forte para alguns bebés, pais, enfermeiros... ou até mesmo alunos!
Hoje dia foi cunhado pela saída de uma bebé para uma instituição de acolhimento. Durante um mês e meio foi o lar dela. Carinho, afecto, brincadeiras... tudo isto foi, como se é exigido, oferecido à bebé. Embora todos estivessem cientes que a estadia não era vitalícia, o último "beijo, colo e abraço" desenhou no rosto de cada um o leito de uma lágrima perdida. Alguns tentaram conter mas... não houve "profissionalismo" que resistisse. Bem, ainda bem que não resistiu! Manhã e inicio de tarde desgastantes emocionalmente.
À tarde... toca a ir até Felgueiras buscar a caloira. Levei comigo o entardecer e trouxe a noite já cerrada. Agora à noite... espera-me o regresso à cruz vermelha. Pelo menos, espero que a noite seja calma.
Um alfabeto com apenas alguns caracteres é impossível de transparecer aquilo que a razão desconhece...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009