quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Vale a pena ver e ... reflectir

Durante o fim-de-semana, fui á minha “vioteca” e, finalmente, assiti de principio ate ao fim a uma das melhores histórias da sétima arte: Finding Forrester. Este, realizado em 2000 por Gus Van Sant, tem como actores principais Sean Connery e Robert Brown.

Desenha a história dum rapaz de 16 anos, Jamal Wallace (Robert Brown), em Nova York, que brilha no basquete e desfruta uma paixão pela escrita. A sua relação com um escritor que vive em reclusão num velho apartamento, William Forrester (Sean Connery) e a sua ascendência no jovem, é a essência da história deste filme.

William Forrester é um velho escritor, escocês, que havia ganho o Pulitzer há 40 anos, com um único livro que escrevera, vivia sem família e com poucos contactos com o mundo exterior. A intriga inicia-se quando Jamal aposta com os seus amigos, que consegue entrar no seu apartamento e assim se conhecem. O velho escritor acaba por o ajudar no seu difícil trajecto escolar, afirmar-se como igual numa afamada escola de Manhattan, em que consegue ser admitido, sendo ele negro e pobre.

Esta amizade permite a Jamal melhorar a sua escrita, e desenvolver uma admiração profunda pelo seu velho amigo e ajuda a Forrester a ganhar mais ânimo para a sua vida, na recta final, e a libertar-se um pouco do seu receio do mundo, que havia desenvolvido como obsessão, explicada no filme.

Interpretações de grande nível de Sean Connery e Robert Brown. Quero realçar a banda sonora, contêm pérolas de grande valor.
Aconselho a quem possa interessar. O que como intenção, vale o que vale. A história é fenomenal, realçando a dualidade de duas gerações. Prova que todos somos fundamentais e os mais velhos também podem realizar os seus sonhos e… VOLTAR VIVER.


domingo, 27 de setembro de 2009

Golo Vila Cova



Decorreu esta tarde no complexo desportivo de Vila Cova um jogo encontro futebolístico e fraterno. Independentemente do resultado, o carácter amigável do encontro, prevaleceu durante 90 minutos. Ou melhor, os laços amistosos estreitaram-se para lá da hora de jogo devidos às fêveras, entrecosto, vinho e cerveja... que regaram as gargantas e enganaram a fome.
Acima... mostra-se um vídeo de um dos golos da equipa de Vila Cova...

sábado, 26 de setembro de 2009

Dignidade? Obrigado....

O facto de trabalharmos com pessoas mais velhas, e quando estas são doutoradas na universidade da vida, há poucas conversas, todavia recheadas de muito assunto. Relembro-me de uma situação aquando dos cuidados e de higiene com uma senhora. A certa altura diz ela: "Porque é que fazemos tanto na vida, lutamos tanto pelas coisas e depois perdemos a dignidade assim? Porque lutamos tanto para ter as coisas se agora não as posso gozar e aqui estou eu!?"

Por instantes, a inexperiência ingénua conduziu-me a pensar de estaria a expor a pessoa: cortinas mal fechadas, pessoa destapada, falar alto, etc… O ambiente físico era apropriado. Inquieto com a expressão “perda de dignidade” questionei: "O que a leva a dizer que perdeu a dignidade?

“Digo que perdi a dignidade porque poucas pessoas aqui chegam com palavras de atenção, força e carinho... poucas as pessoas que aqui vêm com voz amiga! Flores...? Secam e murcham e vão para o lixo... as palavras doces, guardo-as cá até morrer e enquanto sou lúcida...!!!"

Perante tal argumentação calorosa… secou a fonte das palavras de quem, por vezes, pensa que há palavras que reconfortem. Falei durante alguns segundos em silêncio, enquanto fugiam algumas gotas da barragem lacrimejal.

Tais sábias palavras não me foram indiferentes. Tantas vezes trabalhamos como não houvesse amanhã, juntamos dinheiros para casa, viagens, um carro, uma vida melhor... em nova esta senhora tinha muitos amigos, ou melhor conhecidos! Ajudava os vizinhos e deu tudo o que podia aos filhos e netos. Algum dia recebeu um “obrigada”? Não. O objectivo desta Mulher, ao trabalhar toda a vida e ajudar os outros, era receber um simples e sincero “obrigada”. Estar ao lado dela quando ela precisasse. Ouvi-la, rir um pouco… curriquices para uns… tesouros para outro. Não houve, nem há bens materiais que equiparem a um sincero obrigado.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Douro, um paraíso... esquecido!







Obrigado por tanta beleza!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Porto vs Lisboa

Como fala a malta de Lisboa e a do Porto:

- FRASE 1:
Lisboa: Não tenho a certeza se vai ser possível fazer isso!
Porto: NÃO FAÇO ISSO NEM QUE TU TE F*DAS!

- FRASE 2:
Lisboa: Interessante, hein?
Porto: F**DAAAA-SE!!! ESPECTÁCULO!!

- FRASE 3:
Lisboa: Parece-me que o senhor não está familiarizado com o problema!
Porto: CALA-TE, CAR*LHO!

- FRASE 4:
Lisboa: Atenção que é necessário formação para o pessoal, antes de ligarem a máquina!
Porto: ATENÇÃO, QUE QUEM MEXER NESTA MERDA LEVA NOS CORNOS!

- FRASE 5:
Lisboa: Este problema serviu para ver que precisamos reforçar o nosso programa de formação!
Porto: SE SEI QUEM FOI O FILHO DA P*TA QUE FEZ ISTO!...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Milhões no bolso... tostões no cerebro!



Parece que há cada vez mais gente a desfilar hipocrisia e ignorância pelos relvados do mundo. É inadmissível a atitude de profissionais de futebol, como demonstra Craig Bellamy. Ao ver estas imagens ficou-me uma duvida. Será que para ser atleta de alta competição, futebolista, basta assinar um contrato milionário e saber dar uns pontapés na bola?
De facto, milhares de famílias pagam o bilhete do jogo, ou direitos da transmissão desportiva, para assistir a um suposto jogo de futebol enquanto lhes é apresentado na tela ou no palco uma demonstração rasca de pugilismo. São estes os nossos ídolos? Os ídolos são muito mais do gente milionária que procura numa capa de revista ou nos flash ou luzes da ribalta a afirmação do seu ser. Já diz os povo "as estrelas... estão no céu".
Uma vez mais, verificamos que o dinheiro pode dar poder... mas quem não o sabe usar cai no ridículo. Afirmo, solenemente, que cada vez mais... milhões no bolso e tostões no cérebro!

domingo, 20 de setembro de 2009

"Vintage..."


(enviado por email)

sábado, 19 de setembro de 2009

Frase do dia... ou do ano!

De facto, as pessoas mais velhas têm mesmo muita sabedoria. Tanta sabedoria que ás vezes é preciso alguma perspicácia e bom senso para entender e compreender tais vivências.
Hoje, fui à feira! Numa das ruas, emoldurada pelas barracas de 2m dos feirantes, junto à esquina estavam duas senhoras já velhotas a lamentarem a vida. Ao ritmo solene da marcha de procissão, ouvi de relance uma delas a resumir a sua situação de vida a esta expressão:

"A minha vida está mais fodida que o "buraco" da minha vizinha"

Palavras p´ra quê?!!!

PS: peço desculpa pelo palavreado... mas esta expressão não é minha. É de autor desconhecido.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Afinal, D. Afonso Henriques nasceu em... Viseu!

Os oitocentos anos do nascimento de D. Afonso Henriques foram comemorados em 1911, mas os novecentos serão antecipados dois anos, com Guimarães e Viseu a não quererem deixar passar a data em falso.

Apesar de a Câmara de Guimarães manter ainda no seu sítio da Internet 1111 como o ano de nascimento do primeiro rei de Portugal e de a Sociedade Martins Sarmento considerar que, «com certeza e rigor», não se sabe nem quando nem onde nasceu, ambas aceitam que a data mais provável é 1109 e, por isso, estão a ser preparadas comemorações para o próximo ano.

Meia centena de estudiosos portugueses e estrangeiros participam a partir de quarta-feira no congresso internacional "Afonso Henriques 900 anos depois", que comemora o nascimento do primeiro rei de Portugal em Viseu.

A polémica tese sobre o nascimento de D. Afonso Henriques em Viseu foi avançada há 19 anos pelo historiador medievalista Almeida Fernandes, já falecido. João Silva de Sousa, comissário-geral das comemorações, disse à Agência Lusa que logo quando Almeida Fernandes "definiu Viseu como pátria de D. Afonso Henriques, recebeu cartas dos académicos da época a darem-lhe o seu apoio", que estão na posse da família.

Exemplificou com a carta enviada em 1992 pelo cónego Avelino de Jesus da Costa, que era professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, que referia: "Quanto ao nascimento de D. Afonso Henriques em Viseu, os documentos apresentados por V.ª Ex.ª não permitem outra conclusão".

Segundo João Silva de Sousa, a tese tem reunido cada vez mais adeptos, mas garante que não se trata de uma "guerra" contra Guimarães.

"A tradição diz que o nascimento foi lá (em Guimarães), mas a documentação diz que foi cá (em Viseu). E a documentação é mais importante do que a tradição", considerou o historiador, acrescentando que "a Guimarães ninguém tira a fundação da nacionalidade".

A tese de Almeida Fernandes surgiu, curiosamente, depois de, em 1990, ter sido posta em causa a "tradição" de que Guimarães foi o "berço" do fundador da nacionalidade, com o aparecimento da hipótese de Coimbra.

Guimarães aceita que D. Afonso Henriques tenha nascido em 1109, mas considera não haver dados históricos que provem onde, enquanto a Viseu cada vez mais chegam ecos que dão razão à tese do historiador medievalista Almeida Fernandes.

Almeida Fernandes explica na sua obra que esta resulta de uma encomenda feita pela Unidade Vimaranense. A Associação para o Desenvolvimento de Guimarães e sua Região, que lhe pediu para «averiguar, se possível, onde nasceu D. Afonso Henriques».


(texto adaptado de Jornal de Noticias (15-09-2009) e diario.iol.pt )

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O barato... sai caro

Jacob há muito tempo que não "molhava a sopa" ..... Chegou na zona das meninas e disse para uma:
- Quanto cobra?
- 100,00 €.
- Muito caro! Muito caro!!!
- Então 50,00 €.
- Não, não.....eu só tenho 12,00 €.
- É muito pouco...por isso eu não vou.....
- Então eu dou-te 12,00 € e o telemóvel.
A gata pensou, pensou e disse:
- Está bem.
Foram para o quarto, deram uma senhora trancada...o Jacob levantou-se, vestiu as calças e deu 12,00 € à rapariga, que disse:
- E o telemóvel?
- Anota aí....962149524!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pois...


Há momentos na vida em que o "relógio" nos pára. Não é a pilha que expira, mas antes algum problema, nos circuitos que bloqueiam o fluir das atitudes naturais. Porquê? Boa pergunta... mas "um miúdo" destes não tem resposta. Porém, o cenário pode ser ainda mais claustro, quando um relógio que funciona mal conduzem os outros relógios ao erros.
O meu relógio ontem parou! Verdade que não foi por mal mas também é certo que os terceiros não tem culpa do meu relógio parar, ou até mesmo, trabalhar mal! Partiu-se a montra dos valores fraternos que construi, e mais, que por eles prezo. Os valores são imutáveis, sempre o soube. Não obstante, por momentos isso foi esquecido. Terceiros foram envolvidos. Agora, tenta-se reconstruir a bela vitrine para guardar os relogios lesados.
Enquanto Humano, restava um caminho... acertar o meu relógio e alertar os outros relógios. Pois, iriam guiar-se por horas erradas. Espero que o terceiro relógio não se tenha danificado, apesar da tentativa de concerto.
Corro o risco de perder um relógio dourado. Mas... caso ainda tenha o relógio dourado quero que este se sinta honrado de me acertar o passo.

sábado, 12 de setembro de 2009

Será verdade???

Ás vezes preferia viver na ignorância do que na crueldade da sabedoria.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Responsabilidade Profissional no direito à Informação

A postagem anterior, baseada num email divertido que decidi partilhar com os visitantes deste "planeta cibernautico" e seus comentários, abriu-me o apetite acerca de um assunto pouco discutido. Ou melhor, é um belo temas para debates e conferencias mas pouco discutido no terreno. Quem diz a quem... o que dizer... que quantidade de informaçao dizer... Muitas questoes e poucas respostas! Desta forma vem á tona o tema: responsabilidade profissional no direito à informação.
As informações sobre o estado de saúde de um utente não devem ser divulgadas a outros, nem a outros doentes nem ao pessoal que não esteja envolvido nos cuidados a ele prestados. O enfermeiro está, ética e legalmente, obrigado a manter escrupulosamente a confidencialidade das informações sobre o utente (Potter, 2006).
Segundo o código Deontológico dos Enfermeiros, o artigo 84 refere que, é dever do enfermeiro informar o utente acerca dos cuidados de enfermagem. Porém, o mesmo artigo 84, refere também ser dever do enfermeiro promover o consentimento informado por parte do doente, pressupondo isto que, o doente necessita de ter informação, não necessariamente respeitante exclusivamente a cuidados de enfermagem.
Sendo o próprio Código Deontológico dos Enfermeiros ambíguo nesta questão, cabe a cada profissional decidir, em conjunto com a equipa multidisciplinar à qual pertence, quem deve fornecer a informação ao doente e como o deve fazer. Deve ser do conhecimento do doente qual o profissional é responsável por lhe prestar informações, afim de, no seio da relação empática, esta partilha ser facilitada para ambos e ser promovida a confiança do doente nos profissionais de saúde.